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SIDA
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Trabalho realizado por Pedro Alves, Sara Sequeira e Sara lajas.
| O que é a Sida? |
A
Sida é uma doença transmissível entre seres humanos, provocada por um vírus
– o HIV (vírus da imunodeficiência humana), identificado em 1983.
De
acordo com Nancy Hessol, da divisão de San Francisco Health Departement
Aids,12% das pessoas infectadas pelo HIV, contraem Sida durante os dez anos
seguintes e 68% durante os treze anos seguintes.
Uma
vez declarada a doença, 94% dos doentes morrem durante os cinco anos
posteriores.
Pode
considerar-se que apresenta carácter epidémico, dado que o número de doentes
aumenta rapidamente, duplicando em cada dez meses.
Com
efeito, segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de casos mundiais
de Sida, que era, em 1980, de 114, passou para cerca de 612.000 declarados e
2.500.000 estimados! A mesma fonte calcula que o número mundial de infectados
pelo HIV é actualmente, de 14.000.000. No entanto, calcula-se que o número de
infectados será, não de 14, mas de 20 milhões! Em cada dia que passa, mais
5000 pessoas são infectadas, calculando-se que no ano 2000, haverá 40 milhões
de pessoas seropositivas.
Em
Portugal, a situação tende a deteriorar-se rapidamente. Assim, em Abril de 92,
o nosso país ocupava o 13º lugar na região europeia e, à volta do 60º lugar
nos países do OMS, no mundo. Daqui a três anos, pensa-se que passará do 60º
lugar para o 8º lugar. No ano 2011, se não houver alterações, Portugal terá
7,5 Milhões de contaminados (ou seja, cerca de 76,5% da população), não
podendo deixar de reconhecer que a situação será extremamente grave.
Em Portugal, se quanto à prevenção, algo se tem feito, o mesmo não se pode dizer quanto à educação para os direitos humanos e à aceitação social dos infectados.
| Como se transmite a Sida? |
O vírus HIV para produzir
doença no seu processo normal de desenvolvimento e proliferação, tem que ter
acesso e entrar na corrente sanguínea do nosso
corpo.

Quando no exterior, fora das condições convenientes à sua vida, o vírus
morre rapidamente, em poucas horas.
HIV-1
HIV-2
Nestas condições, e já se conhecendo quais os fluidos orgânicos que são
infectantes, as formas de transmissão de SIDA são, as seguintes:
| 1. SANGUE - produtos e seus derivados: |
Há anos atrás, quando ainda
não se conhecia a doença, foi possível ter-se injectado sangue ou seus
derivados, de indivíduos já portadores de SIDA em indivíduos sãos,
transmitindo-lhes assim a doença.
Felizmente essa situação
encontra-se hoje resolvida. Entre as análises que, obrigatoriamente, se têm
que efectuar aos dadores de sangue, figura o despiste de portador de SIDA.
É uma forma de transmissão
que, actualmente, só por acidente raro, pode ser considerada.
| 2. INJECÇÕES NA VEIA |
Mesmo que o produto a injectar
seja estéril, se a agulha e seringa usadas na injecção estiverem infestadas,
a doença também é transmitida. Nos estabelecimentos de saúde não existe
este risco porque as agulhas e seringas estão esterilizadas, e usadas só uma
vez. Mas entre os toxicodependentes, dos actos que descuidadamente praticam, a
partilha de agulhas e seringas sem o mínimo cuidado.Este é um dos factores de
transmissão mais importante. Associado à prática sexual múltipla e não
protegida, transforma os toxicodependentes num dos grupos mais infestados e o
maior disseminador da infecção na população geral.
| 3. RELAÇÕES SEXUAIS |
As situações de SIDA, inicialmente detectadas verificavam-se, como mais frequentes, entre os homossexuais masculinos. Este grupo, ainda hoje considerado de grande risco, por ter sido o mais agredido e o mais alertado, foi aquele que teve mais cedo que conhecer e encarar a doença, tomando as precauções de defesa convenientes a uma não contaminação. Em compensação, a transmissão por relações heterossexuais tem aumentado muito nestes últimos anos.
| A
DOENÇA NÃO FICA A PERDER !
O
RISCO DE CONTAMINAÇÃO AUMENTA: COM
O NÚMERO DE PARCEIROS SEXUAIS |
![]() |
A existência de pequenas infracções,
úlceras ou feridas na mucosa vaginal, agravam muito a possibilidade de infecção
da mulher.
Mas também são essas
pequenas lesões na mulher infectada, que provocam maior facilidade de contaminação
no homem são.
Se considerarmos que existem
situações de prática diária de vários actos de actividade sexual, com vários
parceiros diferentes, entre indivíduos que até podem desconhecer a sua situação
como doentes, compreende-se por que se considera, actualmente a transmissão
heterossexual como muito importante.
SIDA
DEIXOU DE SER UMA DOENÇA DE GRUPOS FECHADOS, DOS DROGADOS, DOS HOMOSSEXUAIS,
PARA SER UMA DOENÇA QUE PODE ATINGIR QUALQUER ELEMENTO DA POPULAÇÃO.
Há países onde começa a ser
alarmante a incidência de SIDA nas camadas mais jovens (12, 13 anos),
relacionada com o início de uma desregrada actividade sexual e a prática de
consumo de drogas.
| 4. GRAVIDEZ |
A
MULHER INFECTADA PODE TRANSMITIR SIDA AOS SEUS FILHOS.
A transmissão mais frequente
é feita durante o período de gestação, em que o sangue da mãe vai circular
no feto, através da placenta. Menos provável, ou menos frequente, é a
contaminação durante o parto pelo sangue perdido,
ou durante a amamentação. Os recém nascidos têm uma capacidade de resistência
muito fraca, ainda não desenvolvida, e durante os primeiros tempos de vida a
resistência que têm foi-lhes transmitida pela mãe durante a gestação. Uma mãe
infectada tem pouco para oferecer a seu filho. Pouco de bom, claro e porque
aquilo que oferece está dependente do estado de evolução da sua doença, nem
todos os filhos são atingidos da mesma maneira.
Em termos gerais, pode
considerar-se que 20% dos filhos de mães infectadas vão ter SIDA e morrer a
curto prazo. Alguns antes dos dois anos, outros vão ter várias doenças e
complicações, arrastando uma vida penosa e infeliz até morrer, alguns anos
mais tarde.
EM
TODOS OS PAÍSES NASCEM CRIANÇAS COM SIDA, FILHOS DE PAIS QUE, NÃO SABENDO QUE
ERAM PORTADORES DA DOENÇA, CONDENARAM INEVITAVELMENTE SEUS FILHOS.
Nota:
As
primeiras manifestações (pré-SIDA) consistem em: acessos febris repetidos,
diarreia, emagrecimento, linfadenopatias. Os primeiros casos de SIDA foram
descritos nos Estados Unidos em 1979 em homossexuais, mas depois verificou-se
que a doença existia também em certas regiões da África Equatorial e no
Haiti, igualmente entre heterossexuais.

| Se queres saber mais... |
http://www.aidsportugal.com/sobre_a_sida.php
http://www.terravista.pt/meco/2402/
http://www.cnlcs.pt/index2.htm muito bom!