Peixe escorpião

NOMENCLATURA

Filo: Chordata;

Sub-Filo: Vertebrata;

Superclasse: Teleostomi;

Subclasse: Actinopterygii;

Ordem: Scorpaniformes;

Família: Scorpaenidae.

ECOLOGIA

Com o seu revestimento cheio de espinhos, a sua grande boca, os seus grandes olhos e as barbatanas irregulares, este peixe não tem muito boa imagem. O nome do grupo onde estão incluídos cientificamente é “Scorpaenidae”, que significa família dos peixes escorpião.

Esta família tem cerca de 350 espécies mais vistas nas zonas litorais de zonas tropicais e temperadas. Os peixes escorpião mais habituais em Portugal são os “rascassos”, “rocazes”, “boca-negra” e os “cantarilhos”.

A cor destes animais é importante, por ser muito colorido e pelas suas cores quentes serem capazes de se confundir com o fundo desviando o olhar dos seus predadores e das suas presas.

Têm a capacidade de passar despercebido e isso torna-se importante para se alimentar, pois, normalmente, estes animais ficam parados no fundo até que uma presa apareça por perto. O peixe atira-se para a presa, com a sua boca e cria um buraco capaz de a comer. Demora muito pouco tempo ao come-la, mais ou menos 15 milissegundos, o que dificulta a presa a fugir para não ser comida. As presas mais comuns deste peixe são: rainhas, peixes-rei, gorazes juvenis, pequenos crustáceos e cefalópodes.

Para se protegerem dos predadores, a maior parte das espécies de peixes escorpião, para além da sua cor e da sua qualidade , tem as suas próprias defesas como é o caso de espinhos ao longo do corpo e nas barbatanas. Algumas espécies, como o “Scorpaena maderensis”, têm um veneno que se introduz quando se aperta. Quando sentem que estão em perigo, para afastar os predadores, os peixes escorpião mostram-se agressivos mostrando os espinhos venenosos.

A forma de reprodução é diferente de peixe para peixe, conforme a sua espécie apesar da maioria de algumas terem fecundação interna, algumas espécies são ovovivíparas (Pterois volitans), outras ovíparas (Scorpaena notata) e, outras são mesmo vivíparas (Sebastes paucispinis).

O peixe da família ”S.maderensis” mais desejado para o caçador submarino e para o pescador é o “rocaz”. No entanto, para a espécie não entrar em extinção, o caçador ou pescador não deveria pescar peixes pequeninos, em via de extinção, ou seja, no caso do rocaz em particular, não se deve pescar peixes com menos de 2 anos e com menos de 30cm.

Peixe-escorpião (mangangá ou beatinha)

IDENTIFICAÇÃO

Apesar da família ser diferente das restantes famílias de peixes, não é fácil distinguir as diferentes espécies nas nossas águas. Para fazer uma identificação correcta é preciso contar o número e a ordem de espinhos na cabeça, entre outras características. Quando se estiver com estes animais tem de se ter em atenção o tamanho, a forma e quantidade de “barbilhos” no maxilar inferior e o padrão da cor dorsal. Se tiver tamanhos pequenos (inferiores a 25 cm), bandas corporais sobre fundo cinzento a acastanhado e pequenos e escassos “barbilhos” brancos e um “Scorpaena maderensis”. No caso de não ter quaisquer “barbilhos” poderá ser um “S. notata”. O “S. porcus” tem um disfarce perfeito (pelo que passa muitas vezes completamente despercebido), não tem apêndices por baixo do maxilar inferior e apresenta uns pequenos mas diferentes “cornichos” por cima dos olhos. Se os tons do corpo forem castanho escuro é um “S. laevis”. Se as dimensões forem grandes (superiores a 30 cm) e com fartos barbilhos no maxilar inferior é um “S. scrofa”.


VENENO

Se tocar num peixe-escorpião o mais natural é ficar com o seu veneno. Tome em atenção que o peixe escorpião nunca o atacará. Se ele o picar, de vontade própria ou não, é porque o encurralou ou o pisou

A primeira sensação, depois de uma picada de peixe escorpião, é a dor ou dormência. Esta terá o seu máximo uma a duas horas depois do evento. A dor pode durar até 12 horas. Depois desse período, pode ainda causar uma sensação má que pode levar a dias ou até mesmo a semanas. A dor pode ficar em ferida, que pode aumentar para vesículas (nas mãos), o que provoca o edema.

Scorpaena porcus



OUTRAS CURIOSIDADES

Alguns destes peixes têm valor comercial e são utilizados para a alimentação, os “rocazes”. Em Portugal são também muito admirados os “boca-negra” e os “cantarilhos”, capturados por linha e anzol.

Os “peixes-leão” são os menos venenosos dos peixes escorpião. Nesta escala, seguem-se os “Scorpaena” e no topo está o “Synanceja verrucosa”, considerado o peixe mais venenoso do mundo. Este é vendido vivo nos mercados de Hong-Kong, serve para alimentação.

Nos Açores ocorrem 11 espécies de peixe-escorpião, sendo a mais comum “corpaena maderensis” e a mais rara “Azorica”.

Peixe Leão

O Peixe Boca- -Negra



Espécies:

Helicolenus dactylopteurs dactylopterus

Pontinus kuhli

Scorpaena azorica

Scorpaena laevis

Scorpaena loppei

Scorpaena maderensis

Scorpaena notata

Scorpaena porcus

Scorpaena scrofa

Scorpaenodes arenai

Setarches guentheri

Trachyscorpia cristulata echinata




BIBLIOGRAFIA

Espécies Marinhas dos Açores – http://www.horta.uac.pt/species/

Fishbase – http://www.fishbase.org/

Página da empresa madeirense de exportação de peixes “M@deira Reef” sobre o peixe escorpião da madeira –
http://madeirareef.netfirms.com/species/peixe escorpião da madeira.htm

Bloob.it, página sobre mergulho em Itália – http://www.bloob.it/Biologia/specie/pesci/scorpaena.htm

 



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