O ADN

 

 

-  A descoberta do ADN

-  Como é constituído?

-  A sua estrutura...

-  Como actua o ADN?

-  Armazenar informação...

-  Funções básicas...

- Mini - dicionário

- Curiosidade

- Bibliografia

 

 Isabel Alves Lopes – 7ºF (2005)


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


    A descoberta do ADN...

 

Em 1869, o Médico Suíço Friedrich Miescher retirou de uma ligadura alguns glóbulos brancos e fez uma grande descoberta. Descobriu que o núcleo da célula continha uma substância desconhecida. Mais tarde, substâncias semelhantes foram encontradas em várias células diferentes, desde a célula de um animal à de um fungo. A este composto químico deu-se o nome de ácido nucleico. Em 1929 descobriu-se que na constituição dos ácidos nucleicos intervêm dois açucares: a ribose e a desoxirribose. Designou-se por ARN ou ácido ribonucleico aquele que é constituído por ribose. Algumas moléculas do ARN eram muito pequenas e encontravam-se inúmeras vezes fora do núcleo. O outro tipo de ácido nucleico contendo desoxirribose como açúcar é conhecido como ácido desoxirribonucleico ou ADN. Este último foi encontrado nos cromossomas. As suas moléculas são geralmente muito longas e pareciam transportar características hereditárias de uma célula para outra. Aos poucos, descobriu-se que o ADN continha a informação genética dos seres vivos através de uma escrita em forma indecifrável, para aquela altura. Além de conter a informação, o ADN pode também copia-la, o que permite passar a informação de uma célula para a outra.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 Como é constituído?

 

 O ADN é constituído por unidades de nucleótidos. Cada nucleótido contém uma das quatro bases: adenina (A), timina (T), citosina (C) e a guanina (G). É possível ler a cadeia de ADN, obtendo-se uma sequência de letras. A adenina forma sempre par com a timina e a citosina sempre com a guanina. Estes quatro pares formam as letras do código de ADN. À sequência completa do ADN de cada célula chama-se o genoma.

 

Cada conjunto de três nucleótidos (bases) codifica um aminoácido, a unidade constituinte das proteínas. Quando existem erros na cadeia do ADN (mutações), poderão são incorporados aminoácidos errados na proteína, e esta deixará de funcionar correctamente. É daqui que resultam doenças como o cancro. Muitas vezes, os erros no ADN são transmitidos de pais para filhos resultando em doenças hereditárias.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

  A sua estrutura...

O ADN tem a forma de uma hélice dupla em que os degraus são formados por pares de bases ligadas entre si. A sua estrutura foi proposta em 1953 por James Watson e Francis Crick em Cambridge, Inglaterra. Eles conseguiram descrever correctamente a estrutura da dupla hélice da molécula de ADN. Compreenderam que devido aos pares das bases as duas cadeias são complementares. Quando uma célula se divide, as cadeias separam-se e cada uma constrói uma nova cadeia.
A descoberta da estrutura do ADN abriu o caminho para se compreender como a informação genética é transmitida de pais para filhos ou de uma célula para outra.
Hoje em dia, esta descoberta tem um impacto em muitas áreas da vida moderna, tais como a saúde e a medicina, a reprodução, a alimentação, a longevidade, o ambiente e a indústria. A imagem da dupla hélice do ADN tornou-se num símbolo utilizado por cientistas, artistas e organizações políticas.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

  Como actua o ADN?

O ADN dirige a célula dando-lhe instruções para produzir proteínas e trabalhar. Uma molécula de ADN pode ter um plano em código para milhares de proteínas diferentes. À extensão da cadeia de ADN que codifica uma proteína chamamos gene. As proteínas são sintetizadas pela ligação de unidades químicas livres numa ordem exacta. A estas unidades químicas livres dá-se o nome de aminoácidos. Existem 20 aminoácidos diferentes que o ADN tem de especificar com apenas quatro “letras” químicas ou bases. Como faz o ADN isto? A resposta foi sugerida pela primeira vez pelo astrónomo George Gamow, em 1954 ao propor que o ADN deveria usar “palavras” constituídas por 3 letras e a sugestão foi confirmada.
O ADN da célula trabalha como um conjunto de acções planeadas. Algumas destas acções servem para o bem-estar da célula, enquanto outras são utilizados apenas uma única vez durante a existência da célula. Os planos ou estratégias do ADN foram construídos ao longo de milhões de anos desde que existe vida na Terra, através da evolução.
 

Armazenar informação....

A dupla hélice do ADN existe no núcleo de todas as células, à excepção das bactérias, em associação com as proteínas denominadas histonas. Os cromossomas só podem ser vistos com um microscópio electrónico, porque são pouco espessos e estão muito espalhados. No entanto, antes da célula se dividir, o ADN compacta-se porque se enrola em si próprio. Nesta fase os cromossomas são bem visíveis, apresentando uma forma de X com o ADN muitíssimo enrolado.
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



   Funções básicas...

O ADN tem duas funções básicas: a replicação, que é responsável pela hereditariedade e a transcrição de genes, que produz mensagens para outros locais da célula e que dão origem à síntese de proteínas.
 

- Replicação genética: O ADN contém todas as instruções que controlam o trabalho da célula. Antes da célula se dividir, a informação é duplicada, permitindo que essas instruções passem para a outra célula. Este processo envolve a separação, afastamento e desenrolamento das cadeias. Os nucleótidos livres juntam-se às cadeias separadas e formam-se duas novas moléculas. Assim, cada uma destas é constituída por uma cadeia velha e uma nova.
- Transcrição genética: A síntese de proteínas é feita em duas etapas: a transcrição genética propriamente dita e a tradução de mensagens.


1º - Durante o processo de transcrição, um pedaço de cadeia dupla de ADN separa-se, actuando uma das partes como molde. A cadeia do ARN mensageiro ou ARNm, construída por emparelhamento de bases, é simples, não é dupla, e transporta a mesma informação que a cadeia do ADN, utilizando a base uracilo em vez da base timina. Quando este processo termina, ou seja, o gene está completamente transcrito, a molécula de ADN volta a “fechar” e a molécula de ARNm sai do núcleo da célula.


2º - Esta segunda etapa, da síntese proteica, ocorre fora do núcleo da célula. O ribossoma trabalha ao longo da cadeia de ARNm, lendo os codões ou pequenas unidades de informação constituídas por sequências significativas de bases. Por meio de uma molécula de ARN de transferência, ARNt, o aminoácido é transportado para junto do ribossoma, ligando-se à cadeia de ARNm. Assim que se dá esta união, o ARNt liberta-se do ARNm e o ribossoma avança para o codão seguinte, e assim sucessivamente. Quando encontra algum que o manda “parar” é porque a proteína já se encontra totalmente sintetizada.
Esquema feito por Crick, em 1956, representando o Dogma Central da Biologia.
 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

-Mini - dicionário:

O
genoma é a informação genética de um ser vivo. Agora conhece-se o genoma humano quase completo, com uma precisão de 99.9%. Sabe-se também que o genoma humano é constituído por 3 mil milhões de pares de bases, ou seja, 3 mil milhões de pares das letras A, T, C e G. A informação no genoma se fosse escrita em letra Times New Roman, tamanho 12, faria uma viagem de ida e volta entre Lisboa e Nova Iorque. O genoma humano e os genomas de outros organismos, são extremamente úteis para a identificação e mapeamento dos genes.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



CURIOSIDADE: Todas as células do nosso corpo contêm o mesmo ADN. O diâmetro médio do núcleo de uma célula é de 0.005 mm (5000 vezes mais pequeno que a cabeça de um alfinete) e cada célula tem cerca de 2 metros de ADN. Este ADN todo só cabe no núcleo porque está muito enrolado e compactado, nos cromossomas. O ADN de cada um de nós chegaria ao Sol e regressaria à Terra 500 vezes!

 

 

 

 

 

 

 



Bibliografia:
 

Livros:
“Vida”– colecção visual Ciência
CD:
Descobrir... A célula. Porto Editora Multimédia, 1996.
Internet:
http://www.geocities.com/CapeCanaveral/Lab/6969/biomol.html


http://www.igc.gulbenkian.pt/langind/mediapub/media/dna/definicoes.html


http://www.igc.gulbenkian.pt/langind/mediapub/media/dna/what_is_dna.html

 

 Isabel Alves Lopes – 7ºF